lunes, abril 16, 2007

Orzando con Kmymoney

Pois estou estes dias algo vago coa cousa de traducir, e adico-me a desenvolver kmymoney. Concretamente a faceta dos orçamentos. De momento o que fixem (público) foi melhorar a vista na que se introduzem os dados do orçamento, e logo arranxar um par de problemas coa parte dos informes, que provocavam un peche inesperado do programa, ademais de fazer que se poda escolher o orçamento. Em realizado fixem um trabalho mau, o que devera ter feito é tocar a parte na que se lança umha excepçom, que é onde se pecha o programa, e nom as partes que toquei, pero em fins, esperemos que o mantenedor do programa diga algo.
Umha das cousas que nom me gostam destes orçamentos, compartido cos de gnucash, é que som só de ingresos e gastos, e por ende nom dam umha visión real do estado financeiro.
O exemplo típico é a família que tem um empréstimo ou hipoteca subscrita.
Neste caso a situaçom financeira antes da subscriçom seria por exemplo, que se tem unha conta de activos para cartos efectivos (aka conta corrente), e mais nada.
No momento de susbreber a hipoteca, criamos unha conta de passivos, á que adevedamos o importe emprestado, e creditamos esse importe á conta de efectivo. Como os pasivos sumam em negativo, o valor neto segue a ser o mesmo.
Justo nese instante, mercamos a vivenda, o que significa, que abrimos unha conta de activos que representa (o valor de) a vivenda, á que acreditamos o importe que pagamos por ela. Ese importe é adevedado na de pasivo. O valor neto segue a ser o mesmo co inicial.
E entón comezamos a pagar (o anterior seria tema dos orçamentos de investimento, e iso cai-me grande): resulta que cada més temos uns ingressos netos (o salario neto), e un grande "non gasto", a letra da hipoteca. Esta está composta de duas partes: a amortizaçom do principal (o importe emprestado) e os xuros+gastos. A amortizaçom contabiliza-se nom como um gasto, senom como unha transferencia, de cartos efectivos para passivo. Os xuros e demais gastos associados ao empréstimo si son contados como gastos.
Entom, de facer o orçamento para que més a més o importe dos gastos nom supere o dos ingressos, a cousa fallará dado que podemos sobrestimar moito a capacidade de gasto real (se nom temos em conta a parte de transferencia da letra).
Por iso preciso manexar o conceito de "working capital" (capital de operaçom) nos orçamentos. O Wc é a suma de activos líquidos (efectivos e efectuáveis) e os passivos líquidos (a parte dos passivos que hai que afrontar no período contável, ponhamos a letra mensal). Evidentemente, se nalgum instante non quedamos con Wc zero ou negativo, estaremos em números vermelhos, dos que podemos saír convertendo en cartos en efectivo a nossa propriedade sobre a casa.
A cousa é que o Wc o dia 1 do més seguinte (i+1) será igual ao Wc(i)+Ing(i)-Gast(i) = Act(i)-Pas(i)+ Ing(i) - Gast(i) ; aqui já tivemos em conta o passivo.
Agora estou con isto, queda-me moito por diante, de momento tentarei facer que a interface faga ben as cousas, e logo tocarei a classe que contén a informaçom e os métodos de escrita en ficheiro/bbdd.
Em outra ordem de cousas, sería moi interessante ver como a afecçom dos passivos subscritos em promedio polos consumidores, afectaria ao cómputo do IPC efectivo, dado que ao limitar a renda disponível o que fai é aumentar a % da povoaçom com rendas baixas. Para esta parte da povoaçom, os produtos de 1ª necessidade (comida, luz, gasoil), tem maior peso no conxunto dos seus gastos, e no canto de representar, ponhamos un 20% da súa cesta, representan ponhamos o 35%. Resulta que o incremento do preço destes produtos non foi do 3%, senom do 6%.
Que mau é nom votar contas...